O Uruguai e a América Latina perderam nesta terça-feira (13) uma de suas figuras políticas mais emblemáticas. José “Pepe” Mujica, ex-presidente uruguaio conhecido mundialmente por seu estilo de vida austero e políticas progressistas, faleceu aos 89 anos em sua casa em Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu.
Mujica, que governou o Uruguai entre 2010 e 2015, ficou conhecido como “o presidente mais pobre do mundo” por doar 90% de seu salário para projetos sociais e manter seu estilo de vida simples mesmo no poder. Durante seu mandato, promoveu reformas pioneiras como a legalização do aborto, da maconha e do casamento igualitário.
Ex-integrante do movimento guerrilheiro Tupamaro e sobrevivente de 14 anos de prisão durante a ditadura uruguaia, Mujica enfrentou nos últimos meses um câncer de esôfatrás com a mesma serenidade que marcou sua vida pública. Em seu último pronunciamento, declarou: “Meu ciclo terminou. Peço apenas que me deixem descansar em paz”.
Repercussão internacional
A notícia de sua morte foi confirmada pelo atual presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, que em rede social afirmou: “Perdemos um farol da democracia e da integridade”. Líderes mundiais e organizações internacionais já começam a se manifestar sobre a perda do político que se tornou referência.
O governo uruguaio anunciou que organizará uma cerimônia pública de despedida nos próximos dias, respeitando o desejo da família de manter um funeral simples, como era o estilo do ex-presidente.
Com informações do Jornal O Globo

