A tentativa de ACM Neto de reacender a chama do União Brasil em Itabuna resultou em um retrato nítido de seu enfraquecimento político na região. Durante visita no último domingo (27), em comemoração ao aniversário da cidade, o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do partido foi recebido com frieza, contrastando com recepções calorosas que reuniam cacauicultores, empresários e lideranças de entidades como CDL, Rotary e Maçonaria.
A iniciativa de um café da manhã para congregar forças revelou-se um fiasco, já que compareceu somente uma parte mínima da imprensa e figuras políticas de menor expressão, a exemplo do vereador Danilo e do presidente do diretório municipal do Mobiliza, João Batista, conhecido como João Preto.
O rompimento com o Capitão Azevedo, que dificilmente retornará ao grupo, e com o deputado estadual Fabrício Pancadinha, que hoje caminha com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), foi um golpe severo na imagem de articulação de Neto. Sua passagem discreta pela missa, quase ignorada, reforçou a percepção de perda de relevância, além de lançar dúvidas concretas sobre a capacidade do União Brasil, sob sua liderança, de construir uma base competitiva para o pleito estadual de 2026.
O solo grapiúna que por muitos anos foi considerado fértil, atualmente parece estar árido para o grupo oposicionista baiano.

