GOVERNO DA BAHIA BUSCA SAÍDAS PARA DRIBLAR TARIFAÇO AMERICANO

O governo da Bahia está se mobilizando para minimizar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, previstas para entrarem em vigor nesta sexta-feira (1º). O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o Estado busca alternativas para diversificar mercados e reduzir os impactos das sanções.

“Estamos trazendo a APEX [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] para a Bahia, ajudando a abrir novos mercados e não ficarmos limitados”, disse durante as comemorações dos 100 anos da Sesab, em Salvador.

O governador também destacou a criação de um grupo de trabalho com entidades como FIEB, FAEB e Fecomércio para discutir soluções. “Estive com produtores de frutas em Juazeiro e com exportadores de grãos no oeste. Vamos apoiar os empresários baianos”, afirmou.

A Bahia pode perder R$ 1,8 bilhão com as tarifas, segundo a SEI, com impactos especialmente na fruticultura, que exporta 50% a 60% das mangas para os EUA. “Há uma grande preocupação, pois isso pode gerar inflação e desemprego”, alertou Humberto Pitanga, presidente da FAEB.

Enquanto isso, uma comitiva de senadores brasileiros negocia com autoridades americanas para evitar ou atenuar as medidas. O governo federal estuda aplicar a Lei da Reciprocidade Comercial, que permite ao Brasil adotar medidas como a imposição de tarifas extras sobre produtos americanos, a suspensão de benefícios comerciais previstos em acordos bilaterais e a revisão de concessões em áreas como propriedade intelectual, caso as taxações dos EUA sejam implementadas.

Com informações do Jornal A Tarde