FILA POR TRANSPLANTES NA BAHIA ATINGE 3,8 MIL PACIENTES

A Bahia registrou cerca de 800 transplantes de órgãos entre janeiro e julho deste ano, mas a fila de espera continua alta, com 3.820 pacientes aguardando por um doador. O rim é o órgão mais demandado, com 2.123 pessoas na lista – um aumento de 230% desde 2015.

Segundo Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, o crescimento se deve ao avanço das técnicas médicas, que ampliaram as possibilidades de tratamento. A Bahia já realiza transplantes de coração, fígado, rim, córnea, medula óssea, osso e pele, com planos para incluir pulmão em breve.

Metade dos pacientes na fila são homens e a outra metade, mulheres, a maioria acima dos 50 anos. Apesar do aumento de 81% no número de transplantes na última década, a lista de espera dobrou no mesmo período.

A aposentada Rosana Varela, 64, recebeu um rim em 2021 após anos de diálise. Já a psicóloga Verena Martins, 37, conseguiu seu transplante em São Paulo em 2016, após dois anos na fila.

Como doar

Órgãos podem ser doados em vida (rim, parte do fígado ou pulmão) ou após morte encefálica, com autorização familiar. O Brasil é referência em transplantes pelo SUS, com mais de 30 mil procedimentos em 2024.

“O transplante me deu vida nova”, diz Verena, que hoje vive com quase nenhuma restrição.

Com informações do Jornal Correio