EM JUSSARI, COORDENADOR DA 5ª CIRETRAN EXPLICA LEGISLAÇÃO SOBRE USO DE PAREDÕES DE SOM

Eventos com carros de som perturbam cultos religiosos e geram instabilidade social

A tranquilidade do município de Jussari tem sido frequentemente interrompida pelo barulho excessivo de paredões – carros de som automotivo que invadem a cidade causando desconforto e até impedindo a realização de cultos religiosos. Na última terça-feira (12), uma audiência pública na Câmara de Vereadores discutiu o problema, com a presença do tenente da Polícia Militar da Bahia, Gilson Nascimento, coordenador da 5ª Ciretran, que explicou a legislação vigente sobre o tema.

O debate destacou relatos de padre da comunidade, que precisou suspender missas dominicais devido ao barulho dos paredões na praça. Evangélicos também enfrentam dificuldades para realizar seus cultos, evidenciando o impacto social do problema.

Regulamentação como solução

A proposta em discussão visa diferenciar o uso comercial dos equipamentos de som – como em festas e eventos contratados – da utilização indiscriminada por diversão. “Para trabalhar, é preciso ter alvará de sonoridade, passar por inspeção e seguir as normas do Município”, explicou Gilson. A medida busca coibir abusos, como o uso de paredões em horários inadequados ou com volume excessivo, que perturbam o sossego público.

Legislação já prevê punições

De acordo com o artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro e a Resolução 958, qualquer som automotivo audível fora do veículo já configura infração, sem necessidade de medição precisa em decibéis. Autoridades podem multar e advertir os responsáveis com base apenas na perturbação identificada.

A Câmara Municipal de Jussari atrásra busca estabelecer critérios claros, como horários e limites de volume, para permitir o uso profissional dos equipamentos, enquanto reprimem quem os utiliza para “baderna”.