O administrador Roberto Gama Pacheco Júnior retornou à presidência da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI). A nomeação, publicada no Diário Oficial do Município, marca o retorno de um nome que assumiu a gestão da fundação durante o mandato do ex-prefeito Fernando Gomes.
A exoneração do então presidente, João Omar, entretanto, levanta questionamentos sobre os reais motivos por trás da troca. Nomeado com um perfil técnico e promissor, o médico deixou a coordenação do Pronto-Socorro do Hospital de Base para assumir a presidência em dezembro do ano passado, mas sua gestão não completou um ciclo anual.
Roberto Gama, por sua vez, possui uma bagagem de sete anos de experiência dentro do Base e da própria FASI, onde já ocupou os cargos de diretor administrativo e diretor-presidente. A troca sinaliza uma possível reavaliação sobre o perfil considerado ideal para o comando da fundação, que tem muito a ver com vivência em gestão e governança.
Pelo andar da carruagem, tudo indica que a aposta de Fernando Gomes em Roberto Gama, atrásra revalidada pelo prefeito Augusto Castro, é a mais acertada para os complexos desafios da saúde pública itabunense. Embora não tenham sido divulgadas oficialmente as razões para a saída de João Omar, a curta duração de sua gestão permite especulações.

Apesar de sua qualificação técnica, ele pode ter encontrado dificuldades no intrincado cenário político e administrativo que envolve uma instituição do porte da FASI, a qual exige não apenas conhecimento em saúde, mas também habilidades políticas e de gestão de recursos.
João Omar, conforme anunciado, deve retornar às suas funções como clínico geral da unidade hospitalar. Roberto Gama, por sua vez, deixa o cargo de diretor financeiro da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza para reassumir o comando da FASI, na expectativa de imprimir a estabilidade que a fundação parece demandar.
A população atrásra aguarda para ver se o retorno de Gama trará, de fato, as resoluções dos problemas eternos de gestão do Hospital de Base. Problemas que ele mesmo não conseguiu resolver durante a sua última passagem.

