PROJETO VAI RESTAURAR 1,2 MIL HECTARES DE MATA ATLÂNTICA NA BAHIA

Um projeto privado de restauração ecológica receberá um investimento total de R$ 55 milhões para recuperar 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia. A iniciativa, batizada de Projeto Muçununga, é resultado de uma parceria entre a Carbon2Nature Brasil – uma joint venture da Neoenergia com a espanhola Iberdrola – e a Biomas, consórcio formado por grandes empresas como Itaú, Marfrig, Rabobank, Santander, Suzano e Vale.

A área a ser restaurada, equivalente a 1,2 mil campos de futebol, está distribuída por oito municípios do sul do estado: Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia. A meta, com conclusão prevista para 2027, é o plantio de aproximadamente 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas, como araçá, copaíba, guapuruvu, ipê-amarelo e jatobá.

O financiamento do projeto será lastreado pela futura venda de créditos de carbono. Estima-se que, ao longo de 40 anos, a iniciativa gere cerca de 525 mil créditos, cada um correspondente a uma tonelada de dióxido de carbono removida da atmosfera.

Além do benefício ambiental, a ação deve gerar impacto socioeconômico na região, com a criação de aproximadamente 80 empregos diretos durante a fase de implementação. O anúncio ocorre em um contexto estratégico, por meio da realização da COP30, destacando o potencial do Brasil no mercado de créditos de carbono e soluções baseadas na natureza.

Com informações do Jornal A Tarde