Em entrevista ao programa Frequência News deste sábado (31), o senador Angelo Coronel (PSD-BA) fez duras críticas à direção do partido no estado e afirmou que teve seu direito de disputar a reeleição “cerceado” pela cúpula da legenda. Durante bate-papo com o radialista Binho Shalom, o parlamentar admitiu que avalia sair do partido.
Coronel detalhou que, após ter a negativa do presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, para que sua candidatura fosse lançada “avulsa” ou em conjunto com a chapa majoritária, buscou o presidente nacional, Gilberto Kassab. Entretanto, Otto relatou que recebeu de Kassab a informação de que os movimentos na Bahia configuravam um esforço pela “tomada do partido” no estado. Para Coronel, essa é a acusação central a ser desmontada.
“Eu não fui lá para tomar partido nenhum. Acho que narrativas têm que ser criadas com respaldo”, afirmou, rejeitando a fundo a versão que selou seu afastamento da legenda. Coronel questiona publicamente o que chama de “medo” de sua candidatura. “Por que tentar tirar Coronel a todo custo da disputa? […] Já que dizem que eu não tenho voto, que eu não tenho nada. E por que esse medo?”, indatrásu.
Embora dialogue com outras siglas para abrigar sua candidatura e a de aliados, demonstra ressentimento com a condução do caso por nomes ligados à base. Segundo Coronel, o governador Jerônimo Rodrigues manteve-se à parte do conflito, sem uma manifestação explícita.
“Quem tira e bota político chama-se urna, é o povo. Eu quero ter o direito de disputar a eleição e o povo me julgue. Não estou pedindo nada de mais, só quero ter o direito de ser candidato. E, infelizmente, cercearam, cortaram esse direito meu”, reiterou.
A entrevista evidencia a crise aberta no PSD baiano e a iminência da saída de Coronel e de um grupo de parlamentares aliados, incluindo seu filho, o deputado federal Diego Coronel.

