Menos discurso, mais resultado: A Licença-Prêmio sai do papel e entra no bolso
texto de Roberto José
Quando o Diário Oficial fala, o barulho costuma ser grande. No último sábado (31), falou alto — e com efeitos práticos — ao publicar a portaria que autoriza a conversão da licença-prêmio em pecúnia para diversos servidores da Polícia Civil da Bahia. Uma vitória concreta, mensurável e, sobretudo, impossível de ser ignorada. Ainda que alguns tentem.
O fato é simples: a conversão da licença-prêmio em pecúnia sempre foi uma reivindicação histórica da categoria. Complexa foi a caminhada até ela se tornar realidade. E é justamente aí que mora a diferença entre quem faz sindicalismo de resultado e quem prefere o conforto da crítica permanente, geralmente feita à distância segura das mesas de negociação.
Sob a liderança do presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, o sindicato optou por um caminho pouco glamouroso para quem gosta de holofotes fáceis: diálogo firme, mobilização responsável e persistência. Nada de discursos inflamados para aplausos rápidos, mas vazios. O foco foi trabalho — aquele tipo de trabalho que não rende manchete imediata, mas rende portaria publicada e dinheiro no bolso do servidor.
Enquanto isso, a chamada “oposição sindical” segue fiel à sua especialidade: aparecer depois do resultado, torcer o nariz e tentar explicar por que, apesar da conquista, ela “não é bem assim”. Curiosamente, essas vozes costumam surgir sempre após o DOE, nunca antes. Talvez porque lutar dê trabalho, e comentar seja bem mais confortável.
Eustácio Lopes foi direto ao ponto ao afirmar que a publicação da portaria é fruto de uma luta constante da atual gestão do SINDPOC. E não há ironia maior do que ver direitos históricos finalmente reconhecidos enquanto alguns ainda insistem em tratar conquista como acaso. Não foi sorte. Foi estratégia, foi insistência e foi compromisso com a valorização do policial civil baiano.
A conversão da licença-prêmio em pecúnia simboliza mais do que um benefício financeiro: representa respeito ao servidor e reconhecimento ao seu tempo de serviço. E também deixa uma lição clara no ar — sindicalismo que funciona não é o que grita mais alto, é o que entrega.
No fim das contas, o Diário Oficial não publica discurso, publica resultado. E, desta vez, o resultado tem nome, sobrenome e liderança.

