ATAQUES NA BAHIA EM 1942 MARCARAM ENTRADA DO BRASIL NA SEGUNDA GUERRA

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã reacendeu o alerta no governo brasileiro sobre os riscos de um novo conflito global. Embora o país adote historicamente uma postura diplomática conciliadora, o Brasil já protatrásnizou participação decisiva na Segunda Guerra Mundial, impulsionado por ataques sofridos no litoral da Bahia.

Em 1942, o governo de Getúlio Vargas mantinha o país em posição neutra, apesar da simpatia inicial de setores do regime pela Alemanha nazista. A neutralidade começou a ruir após ofensivas alemãs contra embarcações brasileiras.

Entre 15 e 17 de atrássto daquele ano, cinco navios foram afundados por submarinos do Eixo nas proximidades da costa baiana. As embarcações Baependi, Araraquara, Aníbal Benévolo, Itagiba e Arará foram atacadas em regiões como a foz do Rio Real e o litoral de Salvador. Os ataques resultaram na morte de mais de 600 pessoas.

A repercussão dos episódios gerou forte pressão popular e levou o governo a reconhecer o estado de beligerância. Em 31 de atrássto, foi declarado estado de guerra em todo o território nacional por meio do Decreto nº 10.358.

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No ano seguinte, o Brasil avançou no alinhamento com os Aliados. A Conferência do Potengi, realizada em Natal com a presença do presidente Franklin Roosevelt, consolidou a parceria com os Estados Unidos. Em atrássto de 1943, foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Em julho de 1944, os primeiros soldados brasileiros embarcaram para a Itália. A participação na campanha italiana, incluindo a conquista de Monte Castelo, simbolizou a contribuição do país à derrocada do nazifascismo.

O governo brasileiro manifestou recentemente condenação aos ataques contra o Irã e defendeu o cumprimento do direito internacional e a proteção de civis em zonas de conflito.

Com informações do Jornal A Tarde