LIVRO “60 PALAVRAS” DE IARA PELLEGRINI É LANÇADO NA PRAÇA DO POETA, EM ITABUNA

Aos 70 anos, escritora superou dor e silêncio para transformar memórias e reflexões em obra que mistura poesia e vida

Na última sexta-feira (10), a Praça do Poeta, no Bairro Berilo, em Itabuna, tornou-se palco para um encontro entre literatura, sensibilidade e superação. Foi lá que a escritora e artesã, com formação em PEDAGOGIA, Iara Pellegrini, lançou oficialmente o livro “60 Palavras” — uma coletânea que reúne poesias, reflexões, mensagens e aforismos gestados ao longo de sua trajetória.

O evento contou com a presença de amigos, familiares e amantes da leitura. Entre sorrisos, abraços e olhares emocionados, Iara celebrou não apenas o nascimento de um livro, mas o retorno à escrita. O que o leitor encontra nas páginas de “60 Palavras” não é uma autobiografia convencional, mas sim fragmentos “da alma de uma mulher sonhadora que ama o belo, mesmo que não seja tão belo quanto parece”, define Iara.

Iara com Carmem Camuso, psicóloga e professora da UESC

Durante o processo, ela foi surpreendida por uma dor estranha e interrompeu o trabalho. O livro permaneceu engavetado por nove anos, até que uma amiga a motivou a retomá-lo.

“As palavras não foram postas de qualquer forma, mas pensadas e repensadas. Enquanto as escrevia, superava a desilusão de ainda saber sorrir. Durante 59 anos, fui juntando pedaços de mim em palavras soltas, sem saber que um dia elas pediriam para ficar juntas. Aos 60, a vida me deu um susto. Aos 70, ela me devolveu a coragem. Não escrevi para ser lida por muitos. Escrevi para não esquecer que, mesmo na dor, ainda existia uma menina marota querendo sorrir. Cada poema, cada reflexão aqui dentro é uma cicatriz bonita. E se alguém ler e se sentir menos sozinho, então terei conseguido o que sempre quis: transformar o que me rasgou em algo que acolhe”, conta.

Iara Pellegrini reassume com graça e determinação o lugar que nunca deveria ter abandonado: o de escritora. Profissional em PEDAGOGIA, artesã por ofício e encantada pelas palavras desde sempre, ela prova que a arte pode ser mais forte que as adversidades.

Iara com Luciana e Nildo Pires