Alfabetizar não é apenas ensinar a decodificar letras; é abrir as portas de um universo inteiro de possibilidades, identidades e descobertas. Sabendo que o processo de ensino-aprendizagem se consolida de forma muito mais profunda quando o afeto e a imaginação entram em jogo, o Grupo Escolar Municipal Pedro Jerônimo, em Itabuna, transformou o ambiente escolar em um verdadeiro palco de criatividade e reflexão.
Nesta quarta-feria (20.05) as crianças da instituição vivenciaram um momento marcante no projeto anual da escola: o evento “As nossas crianças construindo histórias: bate-papo com o autor!”.
A convidada especial foi a escritora Iara Coelho, autora da obra Lelê tem medo de não aprender a ler e a escrever.
Confira video:
A Literatura como espelho e acolhimento
O livro de Iara Coelho toca em uma ferida comum, mas pouco debatida com leveza no ambiente escolar: a ansiedade e o medo que muitas crianças enfrentam diante do desafio da alfabetização. Ao trazer a personagem “Lelê” para o centro do debate, a escola conseguiu trabalhar a identidade e o acolhimento emocional dos estudantes.
O encontro foi um verdadeiro movimento de encantamento. Mais do que meros ouvintes, os alunos assumiram o PROTAGONISMO: ouviram a autora, tiraram dúvidas, compartilharam suas próprias impressões e enxergaram em Lelê um reflexo de suas próprias jornadas de aprendizado.
Um trabalho exitoso na prática

O sucesso do evento não foi um fato isolado, mas sim o reflexo de um planejamento pedagógico maduro e humanizado. A atividade faz parte da Ciranda de Leitura, uma proposta diretamente alinhada ao projeto anual da escola.
Quando a literatura caminha de mãos dadas com a realidade e os sentimentos dos alunos, o ato de ler ganha um novo propósito. Toda a equipe do Grupo Escolar Pedro Jerônimo merece parabéns pelo envolvimento, seriedade e sensibilidade na condução desse projeto.
Ao humanizar o processo de alfabetização e mostrar que o medo de aprender é natural — e perfeitamente superável —, a escola Pedro Jerônimo dá um exemplo de como a educação pública em Itabuna pode ser inteligente, inclusiva e, acima de tudo, inspiradora. Afinal, para construir novas histórias, nossas crianças só precisam do estímulo certo e de um espaço seguro para voar.

