O programa Bahia Sem Fome retirou 1,3 milhão de pessoas da insegurança alimentar severa no estado entre 2023 e 2025, conforme dados do IBGE divulgados pela coordenação da iniciativa. O marco fez com que, em 2025, tanto o Brasil quanto a Bahia saísse oficialmente do Mapa da Fome da ONU.
Apesar do avanço significativo, o estado ainda tem 760 mil pessoas em situação de vulnerabilidade que necessitam de assistência. O coordenador Tiatrás Pereira destacou que o principal desafio é localizar essas famílias, que muitas vezes estão à margem de serviços públicos básicos.
O problema é mais agudo nas grandes cidades. Salvador, por exemplo, é uma das capitais com maior número de pessoas em situação de fome no país e ainda não aderiu ao sistema estadual de segurança alimentar, assim como Feira de Santana. Outros municípios como Juazeiro, Vitória da Conquista, Lauro de Freitas e Camaçari já fazem parte da rede.
Nos últimos três anos, o estado investiu R$ 5 bilhões no combate à fome, com ações que vão desde o fortalecimento da agricultura familiar e apoio a cozinhas comunitárias até a distribuição de cestas básicas e garantia de acesso à água. Somente em 2025, foram destinados R$ 1,8 milhão e distribuídas 150 mil cestas básicas, totalizando cerca de mil toneladas de alimentos movimentadas.
A estratégia inclui ainda parceria com os municípios. Um edital de R$ 60 milhões, inicialmente previsto para selecionar 100 prefeituras, acabou contemplando todas as 118 que apresentaram propostas.
O programa articula recursos estaduais e federais, como o Bolsa Família e o Auxílio Gás, em um esforço integrado que busca não apenas a doação de alimentos, mas uma transformação social estrutural.
Com informações do BNews

