ESTRATÉGIA ENERGÉTICA DOS EUA MIRA PETRÓLEO DA VENEZUELA, IRÃ E BRASIL, APONTA ANÁLISE

O analista russo, Dmitry Evstafiev, avalia que os objetivos de longo prazo dos Estados Unidos sob a administração Trump dependem do controle sobre as principais reservas de petróleo do mundo, com foco na Venezuela, no Irã e no Brasil. A estratégia teria três pilares: reafirmar a influência norte-americana no continente, transformar os EUA em uma superpotência energética com domínio sobre as regras do mercado global de hidrocarbonetos e consolidar o status do país como potência no Ártico.

O controle indireto sobre a Venezuela é visto como um primeiro passo. Para alcançar a hegemonia energética, os EUA precisariam também dominar os recursos do Irã e do Brasil, além de combater as “frotas paralelas” que burlam sanções. A aquisição de influência sobre a Groenlândia é considerada crucial para o domínio no Ártico, região com estimativas de 90 bilhões de barris de petróleo.

Paralelamente, os Estados Unidos pressionariam a Rússia com sanções, visando criar uma divisão entre Moscou e Pequim e eventualmente estabelecer parcerias no setor de energia. Apesar das vastas reservas próprias, o consumo interno norte-americano exigiria, no longo prazo, o acesso a reservas externas.

Enquanto isso, a China, dependente de importações para mais de 70% de seu consumo de petróleo, tem investido agressivamente em energias alternativas para reduzir sua vulnerabilidade. O país já domina o mercado global de baterias e painéis solares, baseando sua potência industrial principalmente no carvão, recurso que não está sob controle norte-americano.

Na Europa, há uma percepção de crescente dependência militar e política dos EUA, o que poderia levar a concessões estratégicas.

Com informações da Revista Fórum