A Bahia é o quinto estado do país em perda de água potável, com um volume diário de 972,5 milhões de litros não aproveitados. Essa quantidade seria suficiente para encher 389 piscinas olímpicas todos os dias.
De acordo com o Estudo de Perdas de Água 2025, com dados de 2023, 42,2% da água tratada no estado não chega oficialmente à população. O índice baiano está acima da média nacional de desperdício, que é de 40,31%.
As perdas são causadas por vazamentos físicos na rede de abastecimento, que é antiga e extensa, e também por fraudes e ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”. A dimensão do estado e a necessidade de transportar água por longas distâncias para suprir a desigualdade hídrica são apontadas como fatores que agravam o problema.
Essa ineficiência impacta o meio ambiente e se reflete no custo da tarifa para o consumidor, já que a água é tratada, mas não é faturada. Uma portaria federal estabelece a meta de reduzir as perdas de água no país para 25% até 2032.
Na Bahia, o volume economizado com essa redução poderia atender cerca de 2,7 milhões de pessoas. A Embasa, empresa responsável pelo saneamento no estado, afirmou que atua com investimentos para reduzir tanto os vazamentos quanto as fraudes. A empresa também destacou que, quando avaliado por outro indicador (litros por ligação), seu desempenho é similar ao das maiores companhias do setor no país.
Com informações do Correio

