PESQUISA GENÉTICA REVELA POR QUE MULHERES TÊM MAIOR PREDISPOSIÇÃO À DEPRESSÃO

A maior metanálise já realizada sobre as diferenças genéticas da depressão entre os sexos concluiu que mulheres carregam uma carga genética mais significativa para o Transtorno Depressivo Maior. A pesquisa, publicada na Nature Communications, analisou mais de 195 mil casos.

O estudo identificou um conjunto mais amplo de variantes genéticas associadas ao transtorno em mulheres. Em homens, as variantes de risco formam um subgrupo daquelas encontradas nelas. A análise também descobriu, pela primeira vez, uma variante genética exclusiva para depressão em homens, localizada no cromossomo X.

A pesquisa reforça que a maioria das variantes de risco é compartilhada por ambos os sexos, mas com impacto distinto. Nas mulheres, foi observada uma forte sobreposição genética entre depressão e características como obesidade e síndrome metabólica, o que ajuda a explicar a maior frequência de sintomas como ganho de peso e aumento do apetite nesse grupo.

Os resultados sugerem que futuras abordagens clínicas e tratamentos podem se beneficiar ao considerar as diferenças genéticas específicas de cada sexo. O estudo, no entanto, tem limitações, como o desequilíbrio amostral e o foco exclusivo em pessoas de ancestralidade europeia.

Globalmente, as mulheres têm quase o dobro de risco de desenvolver depressão em comparação aos homens, uma disparidade que emerge na adolescência e persiste na vida adulta, conforme mostram estatísticas de saúde pública.

Com informações da CNN Brasil