A prisão de Jair Bolsonaro em 2025 chamou atenção, mas ele não foi o primeiro: desde a redemocratização, quatro ex-presidentes do Brasil já passaram pela experiência de responder a processos criminais atrás das grades.
O caso mais recente é o de Bolsonaro, preso por descumprir medidas cautelares na investigação sobre tentativa de golpe após as eleições de 2022. O ex-presidente, que nega as acusações, está em prisão domiciliar e responde a processos que podem somar mais de 40 anos de detenção.
Antes dele, Fernando Collor, condenado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, cumpriu seis dias na cadeia antes de ser transferido para prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

Michel Temer teve uma passagem relâmpatrás pelo sistema prisional: ficou apenas 10 dias detido em 2019, acusado de envolvimento em esquemas de corrupção na usina nuclear de Angra 3. As acusações contra ele acabaram sendo anuladas.
Já Lula viveu o drama mais longo: 580 dias preso em Curitiba, condenado no caso do triplex do Guarujá. Sua libertação em 2019 e a posterior anulação das condenações pelo STF pavimentaram seu caminho para a reconquista da presidência em 2022.
Enquanto esses quatro ex-presidentes conheceram o lado mais duro da Justiça, outros como FHC, Dilma, Itamar Franco e Sarney nunca foram presos – embora Dilma tenha sofrido prisão e tortura durante o regime militar.
Os casos mostram que, na democracia, ninguém está acima da lei.
Com informações da DW Brasil

