A médica brasileira Maitê Gadelha, de 29 anos, descobriu durante seu mestrado em Saúde Pública na Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que o SUS é visto como exemplo em sala de aula. Formada no Pará e com experiência em comunidades ribeirinhas e quilombolas, ela se surpreendeu ao ver o sistema brasileiro sendo estudado como modelo.
Gadelha explica que o SUS é reconhecido principalmente por sua Estratégia Saúde da Família, que leva atendimento básico a regiões remotas por meio de agentes comunitários – um modelo que já inspira projetos em outros países, incluindo o Reino Unido. A universalidade do sistema, que oferece atendimento gratuito até para estrangeiros, também é destacada como um avanço.
No entanto, a médica aponta que o Brasil ainda tem lições a aprender, como melhorar a comunicação em crises sanitárias, reduzir a burocracia para os profissionais da saúde e avançar em políticas de sustentabilidade, área em que o NHS britânico já está mais desenvolvido.
Após concluir seus estudos, Gadelha planeja voltar ao Brasil para aplicar o conhecimento adquirido, reforçando que o SUS, apesar dos desafios, é um sistema robusto e capaz de inspirar outras nações.
Texto adaptado da matéria original da BBC News Brasil

