Senador também defendeu fim das eleições bienais e analisou o cenário político baiano e nacional
Em entrevista ao programa Frequência News, no último sábado (11), o senador e presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD), abordou uma série de temas, desde a sucessão estadual na Bahia até proposições no Congresso Nacional. Ao comentar a pré-candidatura de Andréa Castro a deputada estadual, o parlamentar foi favorável. “A Andréa é filiada ao PSD. Sem dúvida nenhuma, [ela] tem todos os méritos para representar Itabuna na Assembleia Legislativa. Eu vejo com bons olhos”, declarou aos apresentadores Binho Shalom e Roberto José.
Na oportunidade, Otto parabenizou Augusto Castro, a quem considerou “o prefeito que modernizou as ações de gestão em Itabuna. Foi o primeiro prefeito reeleito pelo povo itabunense, a quem eu agradeço muito, respeito muito e tenho um reconhecimento pela belíssima vitória que me concedeu em 2022”.
Questionado sobre as próximas eleições e o posicionamento do presidente Lula em favor de Rui Costa para o Senado, o líder pessedista na Bahia pediu calma e confirmou a existência de uma unidade política.
“O presidente Lula deu uma entrevista e a posição dele todos nós vamos respeitar, mas ainda há tempo para se aguardar os acontecimentos. O mesmo direito que tem o governador Jerônimo Rodrigues à reeleição, o mesmo direito que tem Geraldo Júnior e Wagner à reeleição, é o mesmo direito de Coronel. Tem que se aguardar, esperar pra ver qual é o caminho que nós vamos tomar, mas buscando de todas as formas manter a solidez do nosso grupo”.

O senador foi enfático ao criticar a frequência de eleições no Brasil, defendendo sua proposta de emenda constitucional para acabar com as eleições de dois em dois anos. “Parece que a obra não significa nada, que a gestão não significa nada, que as estradas, que os hospitais inaugurados não significam nada, porque só se fala em eleição, e ninguém vive de eleição. Vive de trabalho”.
Otto Alencar celebrou a rejeição da chamada “PEC da Blindagem”, que estendia o foro privilegiado a presidentes de partido. “Essa PEC da vergonha e da falta de cerimônia daqueles que, ao contrário de terem transparência nos seus atos, ficam ocultando os seus votos para não mostrar ao povo o que é que pensam, o que defendem e o que fazem”, criticou.
Sobre os desafios de governabilidade, apontou a fragmentação partidária, destacando que, atualmente, o Brasil possui 29 partidos em atividade. Um número que, em sua avaliação, inviabiliza a formação de maiorias sólidas. Como solução, ele defende a adoção de um sistema com menos legendas, onde os partidos possam ter “clareza ideológica e doutrinária”.

“O presidente Lula se elegeu com o Partido dos Trabalhadores e com alguns aliados. Não fez maioria nem na Câmara nem no Senado. Para fazer maioria, o que é que ele tem que fazer? Concessões”, alertou. Ele explicou ainda que as novas regras para liberação de emendas parlamentares, exigindo planos de trabalho, inibem os desvios do passado.
O senador também projetou um crescimento do PSD baiano nas eleições de 2026, ressaltando que o partido terá uma participação maior das mulheres e uma “chapa muito boa”, com candidatos que possuem votos consolidados. “Eu quero ver se a gente faz na eleição de 2026, com a força do povo de Itabuna, da região e da Bahia, em torno de 13 a 14 deputados estaduais e 7 federais”, concluiu.

