VEREADOR DENUNCIA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE ITAPITANGA

O vereador Edvan Silva (PSD) protocolou denúncias no Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado da Bahia e Tribunal de Contas dos Municípios contra a prefeita de Itapitanga, Glis Dórea (AVANTE), acusando-a de comandar um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e superfaturamento envolvendo a empresa L&K Materiais para Construção Ltda.

Segundo as denúncias, a empresa emitia notas fiscais falsas, conhecidas como “notas frias”, e cobrava valores até dez vezes acima do mercado em materiais fornecidos ao Município.  O edil declara que os materiais listados em notas fiscais emitidas desde janeiro de 2025 nunca foram entregues à Secretaria de Obras ou a qualquer outro setor da prefeitura. O secretário de Obras, Alan Jones, confirmou por escrito que não recebeu os produtos, enquanto a diretora de Compras, Daniela Souza, se recusou a informar o destino dos materiais.

Entre os casos mais graves está a cobrança de R$ 200 por um ancinho de ferro, item que custa R$ 19 no comércio local, um aumento de 1.050%. Outros materiais, como cimento e ferragens, também teriam preços abusivos, indicando possível divisão de lucros entre a empresa e gestores públicos.

As denúncias apontam ainda que a prefeita seria a verdadeira dona da L&K Materiais, usando um “laranja”, Elvio Leandro dos Santos, como proprietário formal da empresa para lavar dinheiro. O esquema, conforme o vereador, teria começado na gestão do ex-prefeito Ró de Beto, quando Glis Dórea ocupava o cargo de secretária de Finanças. A L&K Materiais venceu licitações e firmou contratos milionários com a prefeitura, a exemplo do contrato nº 056/2025, no valor de R$ 906 mil.

Se comprovadas, as irregularidades configuram crimes de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, previstos no Código Penal, além de atos de improbidade administrativa, com risco de perda de cargo e multa. O vereador Edvan pede investigações urgentes pelo MPF e TCM, com bloqueio de bens dos envolvidos. O MPBA já analisa as denúncias, que incluem provas documentais, como notas fiscais, contratos e declarações de servidores. O MPF deve decidir se abre inquérito ou ação penal, enquanto o TCM pode determinar a devolução dos valores desviados.

Confira os documentos.

Denúncia MPBA

Denúncia TCM BA

Denúncia MPF

CONTRATO 056-2025 – L & K MATERIAIS PARA CONSTRUCAO

PE 011 – 2024 – CONSTRUÇÃO PARTE 01