BAMIN MANTÉM SERVIÇOS DA FIOL I, MAS DEMISSÕES PREOCUPAM; GOVERNO SE PRONUNCIA

A BAMIN, subsidiária do Grupo ERG, informou oficialmente na última segunda-feira (31) que o contrato de obras do Trecho 1F da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL I), entre Uruçuca e Ilhéus, foi desmobilizado, marcando a conclusão da fase inicial da construção, iniciada em 2023. Segundo a empresa, os serviços de manutenção continuarão, assim como o cumprimento das obrigações socioambientais vinculadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro.
A BAMIN destacou ainda que segue em busca de investidores para viabilizar a continuidade do empreendimento. Até o momento, a ERG já investiu R$ 784 milhões na ferrovia desde o início da concessão, em 2021. A empresa reforçou seu compromisso com o desenvolvimento do projeto, ainda que a etapa atual tenha sido concluída.
Entretanto, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA) manifestou preocupação com a forma como a decisão foi comunicada, já que a rescisão do contrato com a Prumo Engenharia – empresa responsável pelas obras – pode resultar na demissão em massa de centenas de trabalhadores. O sindicato afirmou que não foi consultado previamente, o que considera uma violação dos direitos trabalhistas.
Em nota, a entidade ressaltou que “qualquer processo de desligamento coletivo deve passar por diálogo com a categoria” e criticou a falta de transparência, classificando a situação como um “golpe no desenvolvimento econômico da região”. O Sintepav cobrou um posicionamento urgente dos governos estadual e federal sobre o futuro da FIOL e a proteção dos empregos.
O que diz o Governo Federal?
Durante entrevista coletiva a uma rede de rádios do Extremo Sul baiano na quarta-feira (2), o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, detalhou os motivos da paralisação e assegurou que o governo está trabalhando para resolver a questão.
Rui Costa explicou que a BAMIN, controlada por um grupo do Cazaquistão com capital russo, enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia, mas o governo busca alternativas para viabilizar a obra. Enquanto isso, outros trechos da FIOL seguem em andamento: Caetité ao Rio São Francisco (obra pública federal em execução) e FIOL 3 (São Francisco a Goiás), incluída no PAC, com busca de investidores chineses e árabes.
A FIOL foi uma das primeiras obras anunciadas no Novo PAC (2023), com previsão inicial de conclusão em 2027. O governo federal prioriza as obras da ferrovia e busca recursos internacionais para sua conclusão.
Com informações do Jornal A Tarde, DARANA RP e Assessoria do Sintepav-BA