A Rota Transportes, responsável pelo ônibus envolvido no acidente que matou duas pessoas na rodoviária de Itambé e deixou outros dois passageiros gravemente feridos, rebateu críticas e esclareceu episódios recentes que a colocaram sob forte pressão popular. Fontes ligadas à direção afirmaram que o motorista do veículo passava por acompanhamento psicológico, assim como outros colaboradores, e nunca havia demonstrado qualquer sinal de incapacidade para dirigir.
A empresa detalhou que mantém estrutura permanente de bem-estar aos funcionários, incluindo sala de descanso, programa de requalificação, equipe composta por dez psicólogos e uma sala de alerta para avaliar as condições emocionais dos motoristas antes de cada viagem. Sobre o acidente, a Rota informou que imagens internas e externas já colhidas — e que serão divulgadas em breve — apontam para um surto repentino do condutor. Ele teria descido , discutido com pessoas no ponto de parada, retornado e acelerado o veículos. A empresa descartou qualquer falha mecânica.
No segundo episódio, que gerou indignação nas redes sociais, a Rota Transportes explicou o motivo da recusa de embarque a uma criança autista na última segunda-feira (6), no terminal rodoviário de Itabuna. Segundo essas mesmas fontes, a equipe seguiu rigorosamente o protocolo estabelecido. Mesmo tendo direito à gratuidade por lei, o viajante precisa se identificar no guichê, apresentar documentação que comprove o diagnóstico e emitir a passagem, procedimento obrigatório para qualquer passageiro, independentemente da condição.
A direção deixou claro que a família da criança autista não cumpriu esta etapa, gerando o mal-entendido. Por fim, a empresa repudiou o que chamou de “sensacionalismo e apuração irresponsável” de parte da imprensa, especialmente no que se refere a alegações de que treinaria motoristas para invadir pontos de ônibus ou para desrespeitar usuários, acrescentando que, até que se comprove outra hipótese, a versão mais provável é a de que o motorista tenha sofrido um surto.

